As pessoas procuram cada vez mais meios para manterem-se conectadas umas às outras. O mercado a cada dia lança mais e mais aparelhos para esse fim, e o consumidor parece não saciar nunca sua sede.

Eu me lembro ainda do tempo em que telefone era um luxo que apenas os muito ricos podiam se permitir e nós, insignificantes mortais, para ligar para alguém tínhamos que ir à Companhia Telefônica e esperar horas até que uma telefonista completasse a ligação. Naquele tempo receber um telefonema era sinônimo de desgraça porque só sendo mesmo uma tragédia digna de notificar todos os parentes a gente se submetia a tamanha chateação.

Hoje em dia é tudo muito prático, há celulares, e-mails, orkut, salas de bate-papo e messengers para todos os gostos, podemos escolher se os sinais que nos conectam ao restante do mundo virão por cabo, ondas de rádio ou via satélite.

Hoje fico pensando como é que a gente se virava quando não havia tanta comunicação assim. Como é que a gente fazia quando furava um pneu no meio da estrada à noite? Ou quando estava bem no meio de um engarrafamento e não sabia quando ia chegar em casa? Ou quando tinha algo muito importante para falar com alguém?

Não consegui me lembrar, mas quer saber? Será que importa? O importante é que agora temos saídas para tudo isso porque temos o mundo ao alcance de nossos dedos. Não estamos sós.

(zailda mendes)

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